sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Aguarela

Queremos mundos e fundos,
Queremos novos segundos,
Queremos gente no nosso coração.
Como entes queridos,
Não queremos estar perdidos,
Digo antes adeus à solidão.
Queremos vida em azul e verde
Como forte aguarela,
Onde é apenas céu e terra.
Qeremos vida proclamada,´
Queremos dizer adeus à mágoa,
Ser libertados destas rédeas.
Onde o mundo se confunde,
Queremos acender o lume
E esquecer todo o mal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ininterrupto

Bip. Bip. Bip. O som intermitente do telefone. Todo o dia. Não sei quem liga, não sei quem fala, não sei quem é. Mais estranho ainda, não quero saber. Bip. Bip. Bip. Começa a ser muito repetitivo. Atendam esse telefone. Bip. Bip. Bip. A televisão ligada, vozes ao longe, pessoas sem cara a falarem para ninguém, ou para quem as quiser ouvir. Bip. Bip. Bip. A chamada é para ti. Mas o telefone já não está a tocar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Voa cinzento, voa

Tantos dias, tantas cores, tanto tempo passado. Tanto Sol a entrar pela janela nas manhãs já tardias. O relógio perdido com medo de ver as horas passar, as horas escondidas sem que as visse. Naquele momento em que a inspiração se encontra com o desespero e tudo não passa de palavras vazias de conteúdo, mas cheias de falta de sentido. Quero senti-las, quero vê-las, quis voltar a pô-las por escrito. Que mais falta? Falta o dia, falta a noite, falta um teclado já usado. Veio a cor, veio a luz, veio o ontem disfarçado de amanhã e perdi-me noutros dias. Noutros, num qualquer. Imensurável quantidade de emoções, perdi-as de conta. Mas o cinzento, esse voou para longe.

(Peço desculpa a todos por me ter ausentado tanto tempo, e agradeço a todos os que me pediram para voltar. Encontrei o meu Sol.)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Qual é que é o problema?

A criança que chora porque não tem que comer. Qual é que é o problema? A mãe que chora porque não tem com que a alimentar. Qual é que é o problema? O homem que chora porque não tem como a cobrir. Qual é que é o problema? A rapariga que chora porque o rapaz nunca chegou a vir. Qual é que é o problema? O rapaz que chora porque não encontrou o caminho para lá chegar. Qual é que é o problema? O sorriso que chora por se ter fechado. Qual é que é o problema? O doente que chora porque não achou a cura. Qual é que é o problema? A cura que chora porque não a quiseram usar. Qual é que é o problema? As pessoas que choram porque já não sabem sentir. Qual é que é o problema? O problema é o mundo. E esse já não chora.

sábado, 5 de junho de 2010

Folha de papel

Escrevi-a. Virei-a ao contrário. Dobrei-a em vários quadradinhos. Letras, palavras, espaços em branco. Perdi-me no mundo das frases, dos monstros de três pernas e onde as fadas jantam ao amanhecer. O Sol pôs-se ao início do dia, e a Lua escondeu-se ao início da noite. Os dragões saltitavam pelos vales e os gatos mediam três metros e meio. Os cães tinham asas e as nuvens eram cor-de-rosa, feitas de algodão doce. Dois pés de sapo, cinco pétalas de rosa, e a bruxa criava a sua poção de rejuvenescimento. Ao seu lado a menina tecia. O despertador tocou. Acordei. Costumavam dizer-me que tinha uma grande imaginação, dificuldade a diferenciar a vida à minha volta da vida que dá voltas dentro da minha cabeça.
Afinal para onde foi a infância?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia da Criança

Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca te ter visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança,
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.

O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
Alberto Caeiro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vida que outrora soube minha

Sabe a pouco. Sonhos infundados, fundamentados, ou sem razão de ser. Sonhos finitos ou infinitos em que já pus um ponto final. Anos que passaram sem que os visse, sorrisos que não apaguei da memória, sensações desvanecidas agora voltadas. Saudades do que veio mas não ficou, saudades do que foi mas não partiu. Mas me partiu. Saudades do que era antes de o ser, e saudades de ser o que já fui. Momentos interligados com o passado, mas com inícios já perdidos, e futuros desconhecidos. Tenho medo de o descobrir. Tenho medo de ver no que tudo dá, pois às vezes o que dá não é nada, e deixa de dar, e só fica vazio. Sabe a pouco. Segundos que pareceram horas, e horas que nada duraram. Momentos evaporados agora voltados com a chuva, outrora partidos com o Sol. Sinto falta. Sabe a pouco. Tentativa de mudança. Vidas novas por descobrir, personalidades novas por viver, todo um rol de repercussões invisíveis, ou nem tanto. Falta a cor. Falta o preenchimento. Sabe a pouco. Tudo sabe a pouco. Eu optei por um novo tinteiro.
(Dedicado a ti.)

sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estreia

Luzes. Cores. Caras conhecidas e desconhecidas. Um elenco gigantesco. Dificuldade em decorar os nomes. Dificuldade em representar certos papéis. Dificuldade em adaptar-me a certas paisagens. Dificudade em actuar em cenas que não parecem minhas. Não vejo o realizador. Ouço a música lá ao fundo, ora calma, ora agitada. Vejo ainda uma tela de cinema e o Sol no meio da noite. Oiço risos e gargalhadas enquanto as lágrimas me escorrem pelo rosto. Oiço vozes que não conheço ditando-me o que devo fazer, ditando-me como devo agir. Tenho saudades de praia, de gelados e de havaianas nos dedos. Horários complexos. Falta de tempo. Apetece-me sair do palco. Oiço alguém dizer "três, dois, um, acção!". Começou o filme da minha vida, e ninguém me disse qual é o meu papel.

terça-feira, 27 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não quero parar

Porque os sentimentos são intensos
E amar também é assumir os erros
Porque quando se ama,
A verdade não dói
E o que se constrói
Exige coragem
Não me largues da mão
Não quero parar
O resto é paisagem
E eu não vou voltar atrás.

domingo, 18 de abril de 2010

Irish philosophy

In life, there are only two things to worry about – Either you are well or you are sick.

If you are well, there is nothing to worry about,
But if you are sick, there are only two things to worry about –

Either you will get well or you will die.
If you get well, there is nothing to worry about,
But if you die, there are only two things to worry about –

Either you will go to heaven or hell.
If you go to heaven, there is nothing to worry about.
And if you go to hell, you’ll be so busy shaking hands with all your friends
You won’t have time to worry about!

O resto é nada

Se perder um amor... não se perca. Se o achar... segure-o. Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais... é nada."
Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Agora e depois

Não há um amanhã nem um depois, não há um talvez nem um mais tarde. Há o presente e o agora. Por isso abre-me a porta, que te espero, e vamos sem rumo. Havemos de ir dar a algum lado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

13 factos interessantes sobre os sonhos

1. Cinco minutos após acordar, esquecemos 50% dos sonhos; após dez minutos já esquecemos 90%;
2. Pessoas cegas também sonham;
3. Todas as pessoas sonham, a não ser que tenham um qualquer problema neurológico;
4. Apenas sonhamos com pessoas que já vimos na nossa vida;
5. Cerca de 5% das pessoas sonha a preto e branco;
6. As emoções negativas são mais frequentes nos sonhos do que as positivas;
7. Podemos ter de 4 a 7 sonhos por noite;
8. Os animais também sonham;
9. Por vezes incorporamos sensações da realidade (ex.: uma campainha a tocar) nos nossos sonhos;
10. Os homens sonham com mais homens do que mulheres, enquanto as mulheres sonham em equilíbrio;
11. Quase toda a gente já sonhou com déjà vus;
12. Enquanto ressonarmos não sonhamos;
13. É possível ter orgasmos a sonhar.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Solero

Acordo sem horas
Havaianas nos dedos
O Sol brilha lá fora
Eu tive o mundo cá dentro
E assim sou feliz.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

The life cycle is all backwards

I mean, life is tough. It takes up a lot of your time. What do you get at the end of it? A Death. What's that, a bonus? I think the life cycle is all backwards. You should die first, get it out of the way. Then you live in an old age home. You get kicked out when you're too young, you get a gold watch and you go to work. You work forty years until you're young enough to enjoy your retirement. You do drugs, alcohol, you party, you get ready for high school. You go to grade school, you become a kid, you play, you have no responsabilities. You become a little baby, you go back into the womb, spend your last nine months floating... and you finish off as an orgasm.
George Carlin
(Retirado do facebook do Gil)

Horas

-Que horas são?
-Não sei, mas as estrelas estão a chamar-te.

domingo, 4 de abril de 2010

Amêndoas

Tanta obrigatoriedade com a quem oferecer coisas, com a quem mandar mensagens, com o não engordar, com os almoços em família, com o estar bem arranjado e com o chegar a horas. Não é necessário. Apenas uma Boa Páscoa a todos, e lembrem-se que no final vai ser tudo acerca das amêndoas.

sábado, 3 de abril de 2010

Prémio Dardos


O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

O ganhador do "Prêmio Dardos" deve fazer:
1. Você deve exibir a imagem do selo em seu blog.
2. Você deve linkar o blog pelo qual recebeu a indicação.
3. Escolher outros quinze blogs a quem entregar o prêmio dardo.
4. Avisar os escolhidos.

Agradeço a Ana Luz que me deu o meu primeiro selo. O seu blog é: http://aluzdeana.blogspot.com/

Os blogs que eu nomeio são:
http://afaltaqueafaltafaz.blogspot.com/
http://apenasummontedepalavras.blogspot.com/
http://asminhaspequenascoisas.blogspot.com/
http://coffeeblogandcigarettes.blogspot.com/
http://devaneiosprosaicos.blogspot.com/
http://encabuladas.blogspot.com/
http://guilhermellsantos.blogspot.com/
http://impressoesdigitais2.blogspot.com/
http://limitado-ao-stock-inexistente.blogspot.com/
http://meninaquele.blogspot.com/
http://passaroimpossivel.blogspot.com/
http://silvinhahba.blogspot.com/
http://songsaboutsally.blogspot.com/
http://umaasadosilencio.blogspot.com/
http://wwwoidiota.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nova terra

Alguma vez sentiram que não se enquadravam em determinado lugar? Que todos à vossa volta eram mais ou menos do que vocês? Perdida numa nova terra. Caras de sempre que parecem novas, apenas porque foram envelhecidas pelo tempo. Pessoas que mudam tanto que não as reconhecemos. Obras que são feitas e mandam tudo aquilo de que nos lembramos abaixo. Custa construir novas memórias quando a vontade se restringe aos confins de um quarto, quando nem a temperatura é a mesma a que estamos habituados. Estar num sítio que sentimos não ser o nosso, um sítio onde não queremos estar. Quero o meu bilhete de regresso. Porque agora tenho medo. Porque agora tenho frio.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O que realmente importa

Desde que a vi a chorar sentada naquele chão de pedra que o meu único propósito foi o de a fazer rir. Tentei de tudo até o conseguir. Algo mágico começou então entre nós. Os dias correram com o sentimento de uma nova paixão adolescente. Estava tudo bem, parecia mesmo que estávamos a caminhar para algo. Estava realmente feliz. Mas então ela passou a noite lá em casa, como era costume de agora, mas quando acordei não a vi a meu lado. Ela partira e apenas deixara um bilhete em seu lugar. Tu fazes-me rir, mas ele fazia-me chorar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vendem-se sorrisos

Para venda: um sorriso
Custo: beijinho no nariz
Troco: trinca na orelha
Objectivo: ficar rica

Levo dois, se faz favor.

Dás-me o teu sorriso?

Eram 19h30 e o Sol começava a fugir. De certa forma isso tornava as coisas mais fáceis. Assim ele já não tinha que a ver a chorar, já não tinha que ver como os seus olhos se enchiam de lágrimas a cada palavra dita. Ele já não sabia que fazer. Tinham-se passado várias horas e não tinham saído do mesmo sítio, não se tinham mexido sem ser para brincar com os dedos um do outro, e não tinham dito mais do que "desculpa". Ele perguntava-se como as coisas tinham chegado àquele ponto, culpava-se por deixá-la naquele estado, desesperava por não saber o que fazer. Só queria voltar a vê-la sorrir. Ela encolhia-se com medo da noite, com medo de ficar só, com medo de não parar de ter medo. Eram horas de ir embora, já estavam atrasados. Era o costume. Caminharam de mãos dadas, em silêncio, com a intimidade de quem sabe que tudo o que precisa está a um abraço de distância. Lá fora ouvia-se a escuridão e o som dos passos dados. Mas apenas pensamenos difusos ecoavam nas suas cabeças. Despediram-se. Ele abraçou-a com força, ela pediu-lhe que não partisse. Ela afastou-se com os olhos molhados, e ele corroído pela tristeza de um final infeliz. Perguntaram-se quando seria a próxima vez. Se haveria próxima vez. O que ele não sabia é que ela apenas precisava que ele lhe dissesse que ia ficar tudo bem.

sábado, 27 de março de 2010

Unir os pontos





















Espero um dia encontrar a felicidade tal como uma criança faz ao unir os pontos. Por enquanto apenas vejo códigos de erro.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Dia do chocolate

Hoje festeja-se o Dia do Cacau no Brasil, e, como tal, aqui vão uns conselhos:
-Faça um bolo, ataque a embalagem de bombons ou faça uma maratona de tabletes de chocolate;
-Aproveite para perder a cabeça e comprar aquele gelado que tem mais calorias que todas as refeições da semana;
-Quando lhe perguntarem por que não foi à escola ou ao emprego, diga simplesmente que estava ocupado a desfrutar os pequenos prazeres da vida (ou com uma dor de estômago).

Atenção
O Dia do Cacau é só hoje de maneira que qualquer excesso não será tolerado a partir de amanhã, com o risco de deixar de caber naquelas calças de ganga fantásticas.

Para quem não gosta de chocolate
Há um monte de outras coisas doces para comer e fazer!

quinta-feira, 25 de março de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gotas













Uma só lágrima.

In pieces

Telling me to go
But hands beg me to stay
Your lips say that you love
Your eyes say that you hate

There's truth in your lies
Doubt in your faith
What you build you lay to waste

This truth in your lies
Doubt in your faith
All I've got is what you didn't take

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia mundial do sono

Quem não olhou já para o seu gato e pensou na inveja que tinha por ele poder passar a vida a dormir?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ao (meu) Sol

Tantos dias de chuva, tanto frio que já veio... Inverno mais chuvoso dos últimos muitos anos, e no entanto até no abrigo do meu tecto sentia a água a cair, mais fria do que a chuva que me escorria na janela. Mas o vento é agora uma brisa suave que pode vir de manhã, de noite, ou a qualquer outra hora, mas que se limita a fazer-nos cócegas no pescoço e nos faz sorrir perante toda aquela ironia. O Sol brilha em cada esquina, ou, mesmo que não brilhe, ameniza o ambiente, e as saudades que já tinha do calor. A Primavera está quase aí e eu espero os bons dias que ainda estão para vir. Por enquanto o Sol está quente... E como isso me sabe bem.

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Ser criança é muito natural

Há um mundo de sonhos onde reina a esperança
Onde a fantasia pode acontecer
E quem entrar nesse mundo vai ser sempre criança
E ser feliz sem medo de viver
Vem correr, pular, vem, vamos brincar
Vem comigo entrar nesta dança
Vem correr, pular, vem, vamos brincar a voar
Há um mundo de magia onde tudo é alegria
Onde toda a gente vive a sorrir
E nesse mundo encantado
O que estiver desbotado
Eu vou ensinar-te a colorir
Abre as asas do teu coração
Ser criança é muito natural
Vem entrar num mundo de ilusão
Até o sonho se tornar real
Vem comigo, eu quero-te mostrar
Que a vida é como um carrossel
Ser criança é acreditar
Que viver é doce como o mel
Por isso abre os olhos, dá-me o braço, vamos por aí
Despertar essa criança que há em ti

(Porque hoje, hoje, eu estou feliz.)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Geografia do homem e da mulher

Geografia da mulher
Entre os 13 e os 17 anos, a mulher é como a Antártida: misteriosa e com quase todas as regiões ainda não exploradas.

Entre os 18 e os 25, é como o continente Africano: uma metade já foi descoberta e a outra metade esconde beleza ainda selvagem.

Entre os 26 e os 35, é como a América do Norte: moderna, desenvolvida, civilizada e aberta a negociações.

Entre os 36 e os 40, é como a Índia: muito quente, relaxada e consciente da sua própria beleza.

Entre os 41 e os 50, é como a França: mesmo que não tão jovem, ainda desejável de se visitar.

Entre os 51 e os 60, é como a Jugoslávia: perdeu a guerra, é atormentada por fantasmas do passado, mas empenha-se na reconstrução.

Entre os 61 e os 70, é como a Rússia: espaçosa e com fronteiras sem patrulha. A camada de neve oculta poucos tesouros.

Entre os 71 e os 80, é como a Mongólia: com um passado glorioso de conquistas, mas com poucas esperanças no futuro.

Depois dos 81, é como o Afeganistão: todos sabem onde está, mas ninguém lá quer ir.

Geografia do Homem
Entre os 13 e os 60 anos, o homem é como Cuba: governado por um só membro.

Depois dos 61 anos, é como a União Soviética: sem a ditadura, acaba e morre.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lavar a alma

-Deixa-a chorar, chorar lava a alma.
-Só queria é que ela não a lavasse de mim...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Terra do não saber

-Para onde vais?
-Não sei.
-Não saber fica mais perto.
(Encontramo-nos lá.)

terça-feira, 9 de março de 2010

So why am I waiting, this life that I'm wasting?

You have a chance to really shine now
Well patience never was one of your true virtues
Stop trying to control everything and fuck what they say,
What do you have to prove?

So why am I waiting, this life that I'm wasting, if that's what you mean?

How will this be when all is said and done?
Will I know where I'm from?
Remember me

Where will I be?
I guess I'm on the run and time is catching up behind me.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Guia de como bem tratar as mulheres (parabéns neste dia)

1. Quando ela chora por ti, beija-a até que pare;
2. Quando ela não quer que lhe toques, agarra-a com força para que não fuja;
3. Quando ela te ignora, quer toda a tua atenção;
4. Quando ela se quer ir embora, segura-a pela cintura e não a deixes ir;
5. Quando ela se vai embora, segue-a e pede-lhe para que volte;
6. Quando ela se sente mal, diz-lhe como é bonita;
7. Quando ela tem medo, segura-a e diz-lhe que tudo ficará bem pois tu estás com ela;
8. Quando ela segura a tua mão, brinca com os seus dedos;
9. Quando ela está calada, é porque está a pensar em como te ama;
10. Quando ela está envergonhada, diz-lhe que a amas;
11. Quando ela tiver a sua cara perto da tua, quer que a beijes;
12. Quando ela te olha nos olhos, quer que lhe digas algo;
13. Quando ela se sente insegura, apenas quer um reforço de segurança;
14. Quando ela diz que te odeia, é porque te ama;
15. Quando ela diz para que vás, é quando mais quer que fiques;
Quando ela, apesar de tudo, diz que te ama, é porque o sente de facto, e não quer que duvides.

Meninos, não podem viver connosco, não podem viver sem nós.

9 deadly words used by a woman

1. Fine
This is the word women use to end an argument when they are right and you need to shut up.

2. Five minutes
If she is getting dressed, this means a half an hour. Five minutes is only five minutes if you have just been given five more minutes to watch the game before helping around the house.

3. Nothing
This is the calm before the storm. This means something, and you should be on your toes. Arguments that begin with nothing usually end in fine.

4. Go ahead
This is a dare, not permission. Don’t do it.

5. Loud sigh
This is actually a word, but is a non-verbal statement often misunderstood by men. A loud sigh means she thinks you are an idiot and wonders why she is wasting her time standing here and arguing with you about nothing.

6. That’s okay
This is one of the most dangerous statements a women can make to a man. That’s okay means she wants to think long and hard before deciding how and when you will pay for your mistake.

7. Thanks
A woman is thanking you, do not question, or faint. Just say "you're welcome". (I want to add in a clause here - this is true, unless she says "thanks a lot" - that this is pure sarcasm and she is not thanking you at all. Do not say "you're welcome", that will bring on a whatever).

8. Whatever
Is a woman's way of saying "F– YOU!".

9. Don't worry about it, I got it
Another dangerous statement, meaning this is something that a woman has told a man to do several times, but is now doing it herself. This will later result in a man asking "what’s wrong?" and in a woman answering nothing.
(Adaptado de um grupo do Facebook)
Somos ou não somos o máximo?

domingo, 7 de março de 2010

Saudade

A dor do que foi e não vem, a dor do que perdemos sem perceber, e a vontade de que tudo mude mesmo sem sabermos bem como. Mesmo que tudo pareça perdido, ou mesmo que esteja de facto, o que não se perde é a saudade de tudo isso. As memórias ficam, os dias voam, mas os pensamentos mantêm-se, e com eles a esperança do retorno do tudo. O passado dói, a tristeza dói, a ânsia dói, a saudade dói. Mas é a dor da saudade que nos prova que haverá sempre algo por que voltar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Grandes Poetas (homenagem)

Foste Homem, foste Poeta
Foste gente de grande honra
Pois enquanto foste poeta
Não trocaste a poesia por prosa

Homem do concretismo
Fizeste ver o real
Mostraste sem truques, sem esquemas
A tua visão global

Vives das figuras de estilo
Sempre trabalhaste para a cor
Defensor do impressionismo
Da realidade foste escritor

Não entendo como não te reconheceram
Com tanta genialidade
Foste outrora marginalizado
Mas vives na actualidade

Nestes dias me recosto
Teus poemas me regalam ler
Pois não há maior verdade
Que a de Cesário Verde

Outro Homem te chamou mestre
E em diversas personalidades
Ensaios para ti foram escritos
E todos são pura verdade

A este outro chamo eu mestre
Pois tudo nele me fascina
Os versos em rima prosada
São razão da minha escrita

Para mim não houve melhor escritor
Este é o alvo da minha lisonja
Sobreviveu durante os tempos
Ou não fosse Fernando Pessoa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Superar

(latim supero, -are, estar acima, sobressair, dominar)

v. tr.
1. Ser superior a; galgar.
2. Exceder.
3. Vencer; ultrapassar; subjugar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um cego e o publicitário

Estava um cego sentado numa calçada em Paris com um boné a seus pés e um cartaz de madeira, escrito com giz branco, com uma caligrafia meio tremida: "Por favor, ajude-me. Sou cego."
Um publicitário, da área da criatividade, que passava em frente dele, parou e viu poucas moedas dentro do boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, e com o giz branco escreveu outro apelo. Voltou a colocar o cartaz no chão, aos pés do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que continuava no mesmo sítio a pedir esmola. Mas desta vez o boné estava cheio de moedas e notas.
O cego reconheceu pelo som os passos do publicitário e perguntou-lhe o que tinha feito ao cartaz, pois queria saber o que lá estava escrito. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu apelo, mas com outras palavras." E sorriu, continuando o seu caminho.
O cego nunca soube o que estava escrito, mas o cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la."

Quando o homem fala da eternidade, é como o cego que fala da luz.
(Adaptado do blog da Veroniqa'D)

Matemátia pura

Tantos problemas, tantas operações para dividir e separar membros, tantas fracções irracionais. Tantas equações e números imaginários que já nem pertencem aos reais. E procuramos simplificar tudo isto para chegarmos a uma solução indeterminada ou a um conjunto vazio? Não sei como é que ainda se admiram que as pessoas já não gostem de Matemática.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Moda: um prazer ou uma obrigação?

Será assim tão necessário ter aqueles sapatos Chanel ou aquela camisola Ralph Lauren? Vivemos numa sociedade de necessidades extremas, ou deverei dizer extremamente desnecessárias? Somos considerados, julgados, por aquilo que usamos ou vestimos em determinada situação. Se as calças não combinam com a camisola somos distraídos e não temos o mínimo sentido estético; se a cor é muito berrante somos excêntricos e extravagantes; e se a marca não for suficientemente conhecida - Deus nos livre! -, é como se não existíssemos socialmente. É imposível fazermos algo sem que esteja toda a gente a comentar, a apontar o dedo, ou, por assim dizer, a criticar. Não podemos ser nós mesmos. E a culpa é da publicidade, dos desfiles, de toda a propaganda desnecessária, por vezes camuflada de caridade. Vivemos numa sociedade onde as necessidades terciárias são quase primárias, e onde o manequim (que somos nós) demonstra não só o nosso gosto, mas o nosso modo de ser e também a nossa vida, com base no tecido que o reveste. Não me interpretem mal, eu também me deixei corromper. Mas só um bocadinho.

Pessoa[s]

Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.
Fernando Pessoa

sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Wanna try?

Joke
Use
Say [it]
Trust

Objectives
Never
End

Mend [it]
Or
Run [for]
Ever

Tell
Imagine
Make [it]
Easy

Mornings
Are
Key
Elements

If [you]
Try

Realize
Explain
Adore [us]
Love [me]

That girl

We spoke for hours
(She) took off my trousers
(They) spent the day laughing in the sun
We had fun
And my friends they all looked stunned yeah yeah
Dude she's amazing and I can't believe you've got that girl

(...)

But three days later
Went round to see her
But she was with another guy
And I said "fine"
But I never asked her why
But since then, loneliness has been a friend of mine

They tell me everyday
Dude it's such a pity
And I'm sorry that you lost that girl.
(And someday you'll be too.)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Too tired to care and I gotta go

Dias, noites
Só tempo perdido
E as horas que correm
Já não fazem sentido...
Encontros perdidos
Marcados do nada
Tentaste, fizeste
Mas só fiquei humilhada.
Sorrisos forçados
Sensação de vazio
Diálogos são escassos
Salva-se o riso...
Quero o que tive
Não me tires o que já não tenho
Pois conter-me, contive-me
Mas já não me contenho.
As lágrimas já caem
Sei que tentas secá-las
Quando o segredo reside
Nas memórias guardadas.
Momentos passados
Dois meses e pouco
Sempre lembrados
Mas já me soam a oco.
Não me deixes esquecer,
Não apagues o passado
Deixa-o correr
Ainda que seja errado.
Tentativa de bem?
Sabes que já é utopia
Estranho é como tudo mudou
Apenas sessenta e três dias.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tique-taque

Dá-me o que me pedes; não me tires o que já não posso dar.

We have no time to stand and stare

What is this life if, full of care,
We have no time to stand and stare?
No time to stand beneath the boughs
And stare as long as sheep or cows.
No time to see, when woods we pass,
Where squirrels hide their nuts in grass.
No time to see, in broad daylight,
Streams full of stars, like skies at night.
No time to turn at Beauty's glance,
And watch her feet, how they can dance.
No time to wait 'till her mouth can
Enrich that smile her eyes began.
A poor life this if, full of care,
We have no time to stand and stare.

E no final disto tudo apenas me apetece um Magnum caramel & nuts.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

The assumption song

E é isto que os irmãos de hoje em dia mostram às irmãs de hoje em dia.

Carta para quem já não sei

Querido amigo,
Grande foi a surpresa ao ver que me procuraste mesmo sem saberes quem eu sou ou sequer se existo.
Não sei quem tu és ou quem tu foste, onde vives ou viveste, e como tal sigo-te as pisadas não pondo dados meus nesta carta, pois não precisas de saber quem eu sou para me escreveres de volta.
Tal como tu, sou uma pessoa apaixonada pela epistolografia, sinto a necessidade de escrever para todos e para ninguém, sofro daquela vontade sufocante de me expressar por escrito. Uma conversa esquece-se mas uma carta pode ser relida inúmeras vezes, guardada ao longo dos tempos, sobreviver à própria morte passando para as mãos de outrem.
Sinto que o mundo está estragado. A tecnologia afastou as pessoas e não sinto gosto por nada em particular, e tenho de escrever porque niguém fala com ninguém.
Leio cartas de há quatro séculos que foram mantidas na minha família (estarás tu a ler isto daqui a quatro séculos também?), e não as compreendo... Falam de crises emocionais, de romances adolescentes, de amores para toda a vida, e até de cartas a um senhor chamado Pai Natal. Pergunto-me de quem ele terá sido pai pois muita gente falava dele.
E o que é tudo isto afinal? Será que já vivo numa época onde os sentimentos, ou lá como lhes chamam, não chegaram? Será que se perderam com o passar das décadas? Diz-me que há esperança. Por favor, diz-me que há esperança! Pois, caso contrário, sinto que o mundo já morreu... E com ele, eu também.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

I just wanna have fun

I like to stay up late
Spend hours on the phone
Hanging out with all my friends
And never being at home

Until the day I die I promise I won't change
So you better give up
I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
I just wanna have fun

Could you?

My whole life was designed by you
(...)
and you couldn't even write it on straight lines?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Avisa-me primeiro

Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer.

O cantinho da Inê'Silva

Os rapazes têm 3 fases:
No primeiro ano batem nas raparigas;
A partir do terceiro ano ficam "afasta-te de mim!", o que dura até ao sexto ano;
A partir do sexto ano é apenas "és toda boa!!!";
E já não passam daí.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Falta o 14

5/4

Parabéns, maninho, és tudo. Sabes que para nós não passam de números. Não mudes, não partas, não vás. Sabes que apenas quero continuar a usar o nosso perfume.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sentes e desmentes

As marcas ficaram
Sinto-as presas em mim
E sinto-as a cada dia que passa
Num defeito de vazio
Que aparece e me trespassa
E já só sinto que não sinto...
Levaste-me no erro das palavras
Levaste-me a errar
Fizeste-me sentir o que não fiz
Fartei-me de tentar...
Imperfeição total,
Inteira,
Já não a sinto bem real
Falta a verdade pura
Falta a memória
Faltas tu em meu lugar
E falta o passado que se foi
E não voltou até então.
Errei contigo,
Voltava a errar
Não me culpes é a mim
Tu levaste-me a tentar...

Sempre tua.

Neste Natal vou fazer pudim...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cai chuva no telhado

Oiço a chuva a cair. Lá fora o dia morto continua a cair. E a chuva. Faz tanto barulho que nem me oiço pensar, e está tão escuro que nem vejo as ideias. Vejo as pessoas a correrem agitadas. Ou pelo menos vejo o vulto delas. É difícil perceber, com esta visão enevoada. Toda a água parece um mar ao contrário que escorre pela minha janela e desagua lá em baixo, sem eu perceber de onde vem. Tantas gotas, tanta água, e tanta frustração estampada na cara de todos, num medo frio de um corpo molhado. Sinto as pessoas a tremerem a cada passo, sinto o frio que emana de nós, sinto o desejo de um abraço que nunca fica preenchido até ir dormir, e que nunca adormece comigo. Sinto as saudades do Sol, as saudades do meu Sol, que vai aparecendo volta e meia no meio destes dias cinzentos, cinzentos como a chuva, e os torna mais quentes. Toleráveis. Mas por enquanto a chuva vai caindo no telhado.

Com tudo isto apenas posso agradecer ao chocolate quente.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Para vocês os dois

A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura.

Filosoficamente falando

-O que é uma pergunta?
-Quer uma resposta?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O mito do escritor romântico

O escritor anseia atingir o infinito mas, como tal é impossível, sente-se sempre insatisfeito. Apresenta-se, geralmente, incompreendido pela sociedade, buscando o isolamento, vítima de um destino que o condena ao martírio.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Era bom era

So no one told you life was gonna be this way
Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month, or even
Your year, but

I'll be there for you
When the rain starts to pour
I'll be there for you
Like I've been there before
I'll be there for you
'Cause you're there for me too

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O que é a poesia? - O Carteiro de Pablo Neruda

Pablo Neruda é um escritor bastante famoso, uma das pessoas nomeadas para o Nobel da Literatura, e que atrai as mulheres devido à sua poesia romântica.
O filme conta a história de um homem que se torna o seu carteiro e que ainda tem muito que aprender sobre a poesia da vida.
Coisas simples como metáforas afiguram-se-lhe imcompreensíveis, e frases como sete línguas verdes de sete cães verdes não faziam sentido na sua cabeça. Pelo menos não até ao dia em que conheceu Beatriz Russo, mulher por quem se apaixonou imediatamente.
É através de versos soltos e brancos, de estrofes indefinidas e de rimas cruzadas que a vai seduzir no intuito de casar com ela, porque tal como ele diz: a poesia pertence a quem precisa dela.
A poesia é algo subjectivo que, segundo Pablo, se torna banal ao ser explicada. O que nos atrai na poesia são os sentimentos que ela nos desperta, mesmo não percebendo integralmente o que significa. A poesia não tem um significado concreto, até porque apenas o autor a sente ao escrever; os outros hão-de interpretá-la de outro modo.
As palavras são armas poderosas que nos atingem no peito e se entrenham na alma, ficando lá por dias ou anos, qual fantasma vagueando pelos corredores do nosso corpo. (Se estivesse aqui o carteiro eu dir-lhe-ia que isto é uma metáfora.)
Aquilo que dedicamos à poesia revela mais sobre quem somos do que uma página de diário e toca mais do que uma carta de amor, pois é a confusão descrita nas linhas escritas que mostra o nosso emaranhado de pensamentos, não obedecendo directamente a um tema, e não seguindo necessariamente um fio condutor.
Como a tia de Beatriz disse: ele atacou-a com as palavras e ela ficou assim. A poesia é mágica e perigosa; tem o poder de mexer connosco. Pode fazer a diferença entre o amor e o ódio, quebrando essa ténua linha que os separa. Simplesmente faz-nos amá-la, e , por conseguinte, amamos a vida perdida nas entrelinhas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sometimes

I close both locks below the window
I close both blinds and turn away
Sometimes solutions aren't so simple
Sometimes goodbye's the only way...

Verde

-What is mind?
-No matter
-What is matter?
-Never mind...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ensina-me a voar

Lembras-te quando o mundo desapareceu e nós fugimos com ele? Isto é tudo satírico, cheio de coisa nenhuma, onde o único objectivo é uma pessoa perder-se do resto visando encontrar absolutamente nada. Mas nada é tão subjectivo. Se eu encontrar nada terei encontrado alguma coisa, logo não estarei com nada, mas com alguma coisa que valerá nada. Mas se tivéssemos nada, qualquer coisa seria boa; mas estando cheios com nada já não há espaço para o tudo. Sabes aqueles cantinhos que estão sempre reservados? Basta que mude a comissão organizadora que eles mudam também. Encolhem-se. Estreitam-se. Ficam mais pequenos. Quase invisíveis. Eu sinto o meu cantinho invísivel. Vamos enchê-lo de cor? Todo aquele verde, todos aqueles tons de verde. Oh, verde sim, é sempre o verde, sempre foi... Desde o início até agora. Menos agora. Porque agora não é verde. Agora é nada. Deixou de não ser nada para passar a ser nada, e eu sinto falta de quando era alguma coisa. Vamos largar tudo e correr? Correr, não, voar. Leva-me contigo... Podes? Queres? Ensinas-me a voar?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Queria mudar o mundo, mas mudei

Se perguntarmos a uma criança o que ela quer ser no futuro, de certeza que ela nos vai responder algo como médico, bombeiro, astronauta ou músico. Isto porque desde cedo todos temos ambição, todos queremos ser conhecidos e reconhecidos pela ideia de termos feito a diferença, quer no campo da metafísica, medicina ou simplesmente da música que passa nos bares e discotecas. Aquilo em que ninguém pensa é no que temos de passar até chegar lá, e este é o mal da sociedade. As pessoas limitam-se a acordar de manhã, e a achar que salvaram o mundo à tarde, a tempo de estarem em casa para jantar com a família. Mas o que é facto é que elas nem se salvam a si mesmas. A maior parte de nós limita-se a viver na ilusão do que queremos ser e não do que somos realmente; do que queremos para nós e não das consequências que isso traz. Gostava que as pessoas ganhassem consciência do que se passa nas suas vidas, na relação com os outros; que não se limitassem apenas a ver aquilo para que querem olhar, até porque às vezes nem isso conseguem ver. É mais fácil alimentar a ideia de que somos o que não somos, do que aceitar que não o somos realmente, pois isso seria admitir que perdemos. A verdade é que há muita gente que faz a diferença, muita gente que importa, mas que importa porque se importa, e essa gente, sim, merece respeito. Quanto a todos os outros, devemos tentar estabelecer metas, definir objectivos, e não nos limitarmos a andar por aqui, porque quando dermos por nós já nem energia temos para andar, e aí limitamo-nos a ficar à mercê de alguém, que, tal como nós, também vai achar que merece mais do que aquilo. Vamos tentar prestar atenção ao que se passa em redor, e fazer alguma coisa quanto a isso. Mas acima de tudo temos que lembrar-nos que o redor começa em nossa casa, naquilo que não queremos ver. Eu queria mudar o mundo, mas mudei. E mudei quando percebi que aquilo que posso fazer está demasiado perto para que sejam os outros a reparar. Eu queria mudar o mundo, mas mudei.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mãos frias

Pediste uma oportunidade, disseste que tudo ficaria bem. Mas entre tudo o que foi e não foi dado, muito pouco foi conseguido, e já não sei se tudo ficará bem. Quero acreditar que sim, tal como acreditei em tudo o resto, ou como me esforcei por acreditar. Porque o todo é muito mais importante que as partes, mas sem as partes não consigo completar o puzzle... Tudo o que disseste ser bom, foi óptimo de facto, e o que se passa agora não devia passar-se, pois tal como disse, o todo é mais importante que a soma das partes. Vamos encontrar o nosso mundo, ainda que esteja another thousand miles away, pois o mundo só é verdadeiro mundo quando nos fechamos do resto e nos encontramos a nós. Queria sentir isto tudo, e não apenas por escrito. Queria poder continuar a aquecer as tuas mãos, mas, desta vez, são as minhas que estão frias...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Faltam-me as cores

Era suposto ser cinzento, mas amanheceu azul. Porquê azul? Porque não como era suposto ter sido? Já nada é como devia ter sido... Saímos à espera de vermelho e apenas encontramos o preto; retiramo-nos em busca do branco e somos assolados pelo cinzento. Aí sim, há cinzento, mas não quando devia ter havido. Pois o que devia ter sido nunca o é, pois está tudo trocado, pois já nada faz sentido. Queria pintar a minha vida mas não havia as cores que queria, e agora que procuro o branco tenho a paleta vazia... Quero pegar num pincel e fazer um risco por inteiro, quero aprender a desenhar as sombras, a acabar com os borrões de tinta e a preencher as linhas que estão a tracejado. Falta a emoção, falta o frio, falta o calor; tudo o que eu vejo está a preto e branco e já nem sequer amanhece cinzento. Quero mudar o que vejo, quero mudar o que pinto, quero formas mais distintas e um desenho que valha a pena ser visto. Quero tudo; faltam-me as cores.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Timeless

Quando os dias são todos iguais, as horas nem se distinguem. O problema é que todos os dias são iguais e no entanto cada hora que passa nos acentua mais essa ideia. Devíamos parar todos os relógios e ver se o tempo continuava a correr. Não por uma hora ou duas, mas por vários dias ou anos. Gostava de ver o que vai vir a seguir, pois o que vejo agora é diferente do que via antes e no entanto nem o vi a mudar. Assim, ao menos, talvez se visse a diferença. Talvez. Ou talvez acordasse num dia exactamente igual a todos os outros. Quem sabe. Mas ao menos tentar, ou sentir que tentei fazer a diferença, já que a não posso ver. Mas no entanto os dias correm devagar e o tempo corre depressa. A manhã torna-se noite mais devagar do que o Verão se torna Inverno, e eu peço para parar. Porque o que foi vivido já não o é, porque o passado continua no passado e porque o futuro teima em não chegar. E as palavras não ditas, essas, continuam por dizer.