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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Horas

-Que horas são?
-Não sei, mas as estrelas estão a chamar-te.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Terra do não saber

-Para onde vais?
-Não sei.
-Não saber fica mais perto.
(Encontramo-nos lá.)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tique-taque

Dá-me o que me pedes; não me tires o que já não posso dar.

We have no time to stand and stare

What is this life if, full of care,
We have no time to stand and stare?
No time to stand beneath the boughs
And stare as long as sheep or cows.
No time to see, when woods we pass,
Where squirrels hide their nuts in grass.
No time to see, in broad daylight,
Streams full of stars, like skies at night.
No time to turn at Beauty's glance,
And watch her feet, how they can dance.
No time to wait 'till her mouth can
Enrich that smile her eyes began.
A poor life this if, full of care,
We have no time to stand and stare.

E no final disto tudo apenas me apetece um Magnum caramel & nuts.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Avisa-me primeiro

Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ensina-me a voar

Lembras-te quando o mundo desapareceu e nós fugimos com ele? Isto é tudo satírico, cheio de coisa nenhuma, onde o único objectivo é uma pessoa perder-se do resto visando encontrar absolutamente nada. Mas nada é tão subjectivo. Se eu encontrar nada terei encontrado alguma coisa, logo não estarei com nada, mas com alguma coisa que valerá nada. Mas se tivéssemos nada, qualquer coisa seria boa; mas estando cheios com nada já não há espaço para o tudo. Sabes aqueles cantinhos que estão sempre reservados? Basta que mude a comissão organizadora que eles mudam também. Encolhem-se. Estreitam-se. Ficam mais pequenos. Quase invisíveis. Eu sinto o meu cantinho invísivel. Vamos enchê-lo de cor? Todo aquele verde, todos aqueles tons de verde. Oh, verde sim, é sempre o verde, sempre foi... Desde o início até agora. Menos agora. Porque agora não é verde. Agora é nada. Deixou de não ser nada para passar a ser nada, e eu sinto falta de quando era alguma coisa. Vamos largar tudo e correr? Correr, não, voar. Leva-me contigo... Podes? Queres? Ensinas-me a voar?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mãos frias

Pediste uma oportunidade, disseste que tudo ficaria bem. Mas entre tudo o que foi e não foi dado, muito pouco foi conseguido, e já não sei se tudo ficará bem. Quero acreditar que sim, tal como acreditei em tudo o resto, ou como me esforcei por acreditar. Porque o todo é muito mais importante que as partes, mas sem as partes não consigo completar o puzzle... Tudo o que disseste ser bom, foi óptimo de facto, e o que se passa agora não devia passar-se, pois tal como disse, o todo é mais importante que a soma das partes. Vamos encontrar o nosso mundo, ainda que esteja another thousand miles away, pois o mundo só é verdadeiro mundo quando nos fechamos do resto e nos encontramos a nós. Queria sentir isto tudo, e não apenas por escrito. Queria poder continuar a aquecer as tuas mãos, mas, desta vez, são as minhas que estão frias...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Faltam-me as cores

Era suposto ser cinzento, mas amanheceu azul. Porquê azul? Porque não como era suposto ter sido? Já nada é como devia ter sido... Saímos à espera de vermelho e apenas encontramos o preto; retiramo-nos em busca do branco e somos assolados pelo cinzento. Aí sim, há cinzento, mas não quando devia ter havido. Pois o que devia ter sido nunca o é, pois está tudo trocado, pois já nada faz sentido. Queria pintar a minha vida mas não havia as cores que queria, e agora que procuro o branco tenho a paleta vazia... Quero pegar num pincel e fazer um risco por inteiro, quero aprender a desenhar as sombras, a acabar com os borrões de tinta e a preencher as linhas que estão a tracejado. Falta a emoção, falta o frio, falta o calor; tudo o que eu vejo está a preto e branco e já nem sequer amanhece cinzento. Quero mudar o que vejo, quero mudar o que pinto, quero formas mais distintas e um desenho que valha a pena ser visto. Quero tudo; faltam-me as cores.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Timeless

Quando os dias são todos iguais, as horas nem se distinguem. O problema é que todos os dias são iguais e no entanto cada hora que passa nos acentua mais essa ideia. Devíamos parar todos os relógios e ver se o tempo continuava a correr. Não por uma hora ou duas, mas por vários dias ou anos. Gostava de ver o que vai vir a seguir, pois o que vejo agora é diferente do que via antes e no entanto nem o vi a mudar. Assim, ao menos, talvez se visse a diferença. Talvez. Ou talvez acordasse num dia exactamente igual a todos os outros. Quem sabe. Mas ao menos tentar, ou sentir que tentei fazer a diferença, já que a não posso ver. Mas no entanto os dias correm devagar e o tempo corre depressa. A manhã torna-se noite mais devagar do que o Verão se torna Inverno, e eu peço para parar. Porque o que foi vivido já não o é, porque o passado continua no passado e porque o futuro teima em não chegar. E as palavras não ditas, essas, continuam por dizer.