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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ininterrupto

Bip. Bip. Bip. O som intermitente do telefone. Todo o dia. Não sei quem liga, não sei quem fala, não sei quem é. Mais estranho ainda, não quero saber. Bip. Bip. Bip. Começa a ser muito repetitivo. Atendam esse telefone. Bip. Bip. Bip. A televisão ligada, vozes ao longe, pessoas sem cara a falarem para ninguém, ou para quem as quiser ouvir. Bip. Bip. Bip. A chamada é para ti. Mas o telefone já não está a tocar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dás-me o teu sorriso?

Eram 19h30 e o Sol começava a fugir. De certa forma isso tornava as coisas mais fáceis. Assim ele já não tinha que a ver a chorar, já não tinha que ver como os seus olhos se enchiam de lágrimas a cada palavra dita. Ele já não sabia que fazer. Tinham-se passado várias horas e não tinham saído do mesmo sítio, não se tinham mexido sem ser para brincar com os dedos um do outro, e não tinham dito mais do que "desculpa". Ele perguntava-se como as coisas tinham chegado àquele ponto, culpava-se por deixá-la naquele estado, desesperava por não saber o que fazer. Só queria voltar a vê-la sorrir. Ela encolhia-se com medo da noite, com medo de ficar só, com medo de não parar de ter medo. Eram horas de ir embora, já estavam atrasados. Era o costume. Caminharam de mãos dadas, em silêncio, com a intimidade de quem sabe que tudo o que precisa está a um abraço de distância. Lá fora ouvia-se a escuridão e o som dos passos dados. Mas apenas pensamenos difusos ecoavam nas suas cabeças. Despediram-se. Ele abraçou-a com força, ela pediu-lhe que não partisse. Ela afastou-se com os olhos molhados, e ele corroído pela tristeza de um final infeliz. Perguntaram-se quando seria a próxima vez. Se haveria próxima vez. O que ele não sabia é que ela apenas precisava que ele lhe dissesse que ia ficar tudo bem.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lavar a alma

-Deixa-a chorar, chorar lava a alma.
-Só queria é que ela não a lavasse de mim...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Guia de como bem tratar as mulheres (parabéns neste dia)

1. Quando ela chora por ti, beija-a até que pare;
2. Quando ela não quer que lhe toques, agarra-a com força para que não fuja;
3. Quando ela te ignora, quer toda a tua atenção;
4. Quando ela se quer ir embora, segura-a pela cintura e não a deixes ir;
5. Quando ela se vai embora, segue-a e pede-lhe para que volte;
6. Quando ela se sente mal, diz-lhe como é bonita;
7. Quando ela tem medo, segura-a e diz-lhe que tudo ficará bem pois tu estás com ela;
8. Quando ela segura a tua mão, brinca com os seus dedos;
9. Quando ela está calada, é porque está a pensar em como te ama;
10. Quando ela está envergonhada, diz-lhe que a amas;
11. Quando ela tiver a sua cara perto da tua, quer que a beijes;
12. Quando ela te olha nos olhos, quer que lhe digas algo;
13. Quando ela se sente insegura, apenas quer um reforço de segurança;
14. Quando ela diz que te odeia, é porque te ama;
15. Quando ela diz para que vás, é quando mais quer que fiques;
Quando ela, apesar de tudo, diz que te ama, é porque o sente de facto, e não quer que duvides.

Meninos, não podem viver connosco, não podem viver sem nós.

domingo, 7 de março de 2010

Saudade

A dor do que foi e não vem, a dor do que perdemos sem perceber, e a vontade de que tudo mude mesmo sem sabermos bem como. Mesmo que tudo pareça perdido, ou mesmo que esteja de facto, o que não se perde é a saudade de tudo isso. As memórias ficam, os dias voam, mas os pensamentos mantêm-se, e com eles a esperança do retorno do tudo. O passado dói, a tristeza dói, a ânsia dói, a saudade dói. Mas é a dor da saudade que nos prova que haverá sempre algo por que voltar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Wanna try?

Joke
Use
Say [it]
Trust

Objectives
Never
End

Mend [it]
Or
Run [for]
Ever

Tell
Imagine
Make [it]
Easy

Mornings
Are
Key
Elements

If [you]
Try

Realize
Explain
Adore [us]
Love [me]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Too tired to care and I gotta go

Dias, noites
Só tempo perdido
E as horas que correm
Já não fazem sentido...
Encontros perdidos
Marcados do nada
Tentaste, fizeste
Mas só fiquei humilhada.
Sorrisos forçados
Sensação de vazio
Diálogos são escassos
Salva-se o riso...
Quero o que tive
Não me tires o que já não tenho
Pois conter-me, contive-me
Mas já não me contenho.
As lágrimas já caem
Sei que tentas secá-las
Quando o segredo reside
Nas memórias guardadas.
Momentos passados
Dois meses e pouco
Sempre lembrados
Mas já me soam a oco.
Não me deixes esquecer,
Não apagues o passado
Deixa-o correr
Ainda que seja errado.
Tentativa de bem?
Sabes que já é utopia
Estranho é como tudo mudou
Apenas sessenta e três dias.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sentes e desmentes

As marcas ficaram
Sinto-as presas em mim
E sinto-as a cada dia que passa
Num defeito de vazio
Que aparece e me trespassa
E já só sinto que não sinto...
Levaste-me no erro das palavras
Levaste-me a errar
Fizeste-me sentir o que não fiz
Fartei-me de tentar...
Imperfeição total,
Inteira,
Já não a sinto bem real
Falta a verdade pura
Falta a memória
Faltas tu em meu lugar
E falta o passado que se foi
E não voltou até então.
Errei contigo,
Voltava a errar
Não me culpes é a mim
Tu levaste-me a tentar...

Sempre tua.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Era bom era

So no one told you life was gonna be this way
Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month, or even
Your year, but

I'll be there for you
When the rain starts to pour
I'll be there for you
Like I've been there before
I'll be there for you
'Cause you're there for me too

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ensina-me a voar

Lembras-te quando o mundo desapareceu e nós fugimos com ele? Isto é tudo satírico, cheio de coisa nenhuma, onde o único objectivo é uma pessoa perder-se do resto visando encontrar absolutamente nada. Mas nada é tão subjectivo. Se eu encontrar nada terei encontrado alguma coisa, logo não estarei com nada, mas com alguma coisa que valerá nada. Mas se tivéssemos nada, qualquer coisa seria boa; mas estando cheios com nada já não há espaço para o tudo. Sabes aqueles cantinhos que estão sempre reservados? Basta que mude a comissão organizadora que eles mudam também. Encolhem-se. Estreitam-se. Ficam mais pequenos. Quase invisíveis. Eu sinto o meu cantinho invísivel. Vamos enchê-lo de cor? Todo aquele verde, todos aqueles tons de verde. Oh, verde sim, é sempre o verde, sempre foi... Desde o início até agora. Menos agora. Porque agora não é verde. Agora é nada. Deixou de não ser nada para passar a ser nada, e eu sinto falta de quando era alguma coisa. Vamos largar tudo e correr? Correr, não, voar. Leva-me contigo... Podes? Queres? Ensinas-me a voar?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mãos frias

Pediste uma oportunidade, disseste que tudo ficaria bem. Mas entre tudo o que foi e não foi dado, muito pouco foi conseguido, e já não sei se tudo ficará bem. Quero acreditar que sim, tal como acreditei em tudo o resto, ou como me esforcei por acreditar. Porque o todo é muito mais importante que as partes, mas sem as partes não consigo completar o puzzle... Tudo o que disseste ser bom, foi óptimo de facto, e o que se passa agora não devia passar-se, pois tal como disse, o todo é mais importante que a soma das partes. Vamos encontrar o nosso mundo, ainda que esteja another thousand miles away, pois o mundo só é verdadeiro mundo quando nos fechamos do resto e nos encontramos a nós. Queria sentir isto tudo, e não apenas por escrito. Queria poder continuar a aquecer as tuas mãos, mas, desta vez, são as minhas que estão frias...