quarta-feira, 5 de maio de 2010

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa

24 comentários:

  1. Olá, assim como o gato a sua inspiração é instintiva? abraços

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  2. Olá Sílvia, Fernando Pessoa é o meu autor favorito! Este não é dos melhores poemas, mas também é muito bom. Beijinhos!

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  3. Eu do Fernando Pessoa gosto muito da Mensagem! Já tiraste um curso ou ainda estas a estudar? :)

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Ahh, eu também estou a estudar, sou muito novinha. Estou no curso de Linguas e Humanidades no 10º ano. Tenho andado a escrever no blog, e magnífico, e agora gostava de conhecer pessoas que tambem gostassem de escrever =)

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  6. Ah, sinceramente, parecias mais velha! Economia e um bom curso, eu ate ia para esse, mas não atino com a matemática. Amo ler e escrever, humanidades é o indicado, estou a gostar muito =) vou ler alguns dos teus textos mais antigos, tens muito jeito!

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  7. De nada, concordo plenamente, sentimo-nos realizados. Vai escrevendo, eu vou comentando :) beijinhos

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  8. "Bom servo das leis fatais
    Que regem pedras e gentes"
    gostei dos teus versos tão delicados e sobre tudo desses aqui r-escritos

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  9. Eu fiz uma ilustração para este poema :) era um trabalho para oficina de artes. Adoro este poema, já reflecti bastante quando o analisei em português. Desde que li poemas de Fernando Pessoa passei a adorar poesia :)

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  10. É tal da liberdade, né?


    Beijo,
    Nara

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  11. Que lindo Silvia, muito bem escolhido este poema do grande Fernando Pessoa...

    Bjsssss

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  12. Gatos são tão ágeis, livres.. porem porn ão gostar muito deles prefiro me manter distante.

    bj

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  13. Que linda escolha. Me sinto assim na maioria dos dias.

    BeijooO' Fui ali e volto já.

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  14. Eu sinceramente sempre bóio nos poemas dele ¬¬.AHAHAHAHAHA.

    Poema parnasiano \o/


    Beeeeijo *_*

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  15. Sempre invejei a sorte do gato.
    Sempre me angustia a minha esta incapacidade para ser vazio de todas as coisas.

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  16. Obrigada :)

    Adorei o poema, escreves mesmo muito bem. Continua :p

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  17. Hoje ofereci as cores da minha paleta
    A um amiga na sua dor
    Ouvi seu choro ao meu ouvido
    No fatalismo do desamor

    Hoje o sono acordou-me
    A nostalgia agitou suas asas cinzentas
    Esqueci no acordar o ultimo abraço
    E contei as nuvens que eram tantas


    Bom fim de semana


    Doce beijo

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  18. ...nós somo
    donos e um dilema
    os gatos não...

    bj

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  19. Passando para deixar um abraço e muita luz....

    Beijos

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